quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sabatina à cúpula da segurança pública foi uma embromação



Jairo Carioca - da redação de ac24horas

“Não temos efetivo para cobrir todos os bairros de Rio Branco”. O desabafo do subcomandante da Policia Militar do Acre, Cel. Mário Cesar, foi o ponto alto da sabatina feita a cúpula da Segurança Pública do Estado do Acre na manhã e parte da tarde de ontem (23) na Câmara Municipal de Rio Branco. Durante quase quatro horas, o secretários Renir Graebner e Emylson Farias se limitaram a comparar a violência urbana de Rio Branco com a dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Para os operadores do sistema, “uma oportunidade de aprofundar o debate”. Para sindicalistas “um teatro armado”. Mal articulada, nenhum presidente de bairro participou do debate.

Nenhum dos questionamentos feitos até por vereadores da base do governador Sebastião Viana, foram respondidos pelos operadores do sistema de segurança pública. A vereadora Rose Costa (PT), cobrou dados reais. Outro governista, o vereador Marcelo Jucá (PSB), disse que “as estatísticas estão defasadas”. Juntando-se ao coro de sindicalistas que mesmo não sendo convidados foram assistir ao debate, o vereador da Frente Popular, Manoel Marcos (PRB), cobrou mais efetivo nas ruas. “Fico triste quando vejo os PMs dando segurança nos Postos de Gasolina”, comentou Marcos.



O autor do requerimento que convocou a cúpula da segurança pública para o debate, vereador Raimundo Vaz (PRP), disse que nem a palavra do governador Sebastião Viana é respeitada, lembrando que foi determinada pelo governo a presença da Policia Civil na região do Calafate. “Enquanto queríamos debater segurança pública, as policias brigavam”. Na mesa, o vereador colocou a estatística de apenas três dias na região do Calafate. “Tivemos 08 arrombamentos”, declarou Vaz.

Para Rabelo Góes, do PSDB, se o governo do estado tem oferecido todas as condições para o trabalho das policias, “a sensação que se tem é que falta competência nos gestores do sistema”.

Após as perguntas feitas pelos vereadores foi a vez de cada representante se manifestar. Durante vinte e um minutos, dois únicos números revelados pelo secretário de segurança pública Renir Graebner chamaram atenção. O primeiro com relação ao investimento de R$ 1 milhão para aquisição de novos veículos; e o segundo, a participação duas vezes por ano do governador Sebastião Viana com o grupo tático e gestor “para tomar conhecimento dos resultados, necessidades e emendas atendidas”.

O restante de informações colaboradas por Graebner foi genérico. Ele lembrou os fóruns comunitários em todo o estado, a informatização das Policias, o fortalecimento da fronteira e os gabinetes de gestão integrada. Graebner garante que o sistema tem ouvido a sociedade, “falta divulgação no que a Policia está fazendo”, concluiu.

O subcomandante da Policia Militar, Cel. Mario Cesar, mostrou mais uma vez que a Policia do Acre é a que mais prende. Ele destacou na área repressiva, 1.646 prisões efetuadas este ano, a apreensão de 76 armas de fogo e 222 armas brancas e 80 mil atendimentos de ocorrência na capital em 2013. Na área preventiva, o PROERD, criado em 1999, continua sendo o carro chefe para o público juvenil. Segundo Mario Cesar, 120 mil alunos foram formados em todo o Estado. 600 palestras foram realizadas em escolas visando combater o furto e o uso de drogas.

No mesmo sentido, o secretário de Policia Civil se pronunciou. Emylson afirma que a atuação direta da Policia Civil no combate a três ativos criminais: às drogas, apreensão de armas e dinheiro sujo, é responsável pela fomentação dos demais crimes. “É busca pelo território, pelo poder”, acrescentou.

Emylson não revelou a quantidade total de homicídios no Acre como cobraram os vereadores, preferiu comentar que a maioria deles está relacionado ao tráfico de drogas. Comparando o Acre com São Paulo, o Rio de Janeiro e o Ceará, o secretário falou do PCC, da Operação Diáspora, Operação Delivery, a prisão de 34 pedófilos e a elucidação de quase 90% dos homicídios.

“Precisamos ouvir as duas pontas da corda”, analisou Emylson.

A sessão terminou com a participação dos sindicalistas que tiveram direito à voz, por volta das 13h35, interpelados a todo instante pelo presidente da Câmara, vereador Roger Correia (PSB). Os questionamentos feitos pelos sindicalistas foram relacionados ao aumento de efetivo no Corpo de Bombeiros e na Policia Militar, a convocação do cadastro reserva e melhores condições de segurança para os agentes penitenciários.

Sem respostas as propostas dos sindicalistas, os secretários e assessores pousaram para fotografia e saíram pela porta de acesso ao estacionamento da Câmara de Vereadores.

“Não chamo isso de audiência pública. Não teve convocação, convite para os estudantes, OAB, presidentes de bairros, falamos para vereadores que para não ficarem de costas, tiveram que virar as suas cadeiras, não fomos convidados nem para a foto oficial”, disse Abraão Pupio, representante da Aprabemac.

Para o representante dos agentes penitenciários, a audiência foi uma grande encenação. 

“O que presenciamos aqui foi um teatro armado, comparar o Acre com outros sistemas é uma brincadeira. Eu vivo no Acre, queremos combater o crime no Acre, temos cuidar de nosso problema e não querer criticar gestões de outros estados”, falou Adriano Marques, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários.



Mesmo discurso manteve o presidente da AME. “Tiveram discursos evasivos, não era isso que a gente esperava”, disse Isaque Ximenes da Associação dos Militares do Acre.

Quais são as principais causas de tanta violência que deixa as pessoas apreensivas? O que as nossas autoridades devem fazer para trazer um pouco de paz para a nossa população? A violência está relacionada com o funcionamento da justiça, com o nível de estudo e com o nível de pobreza em nosso estado? Com a palavra a cúpula da segurança.


Fonte:  http://www.ac24horas.com/2014/04/24/sabatina-a-cupula-da-seguranca-publica-foi-um-show-de-embromacao/

terça-feira, 22 de abril de 2014

Rocha denuncia péssimas condições de presídios e diz que diretor destratou deputados



O líder do PSDB na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Wherles Rocha, usou a tribuna da Casa na manhã terça-feira (22) para denunciar o que ele denomina de situações precárias: as condições estruturais do sistema penitenciário do Acre. Rocha afirmou, também, que a direção do presídio tratou os parlamentares com desrespeito.

Rocha ressaltou que o diretor do presídio Francisco de Oliveira Conde foi desrespeitoso com os parlamentares, ao não permitir que a comitiva formada por dois deputados e assessores da casa legislativa entrassem naquela unidade com celular e câmaras filmadoras.


“A maneira com que o diretor do presídio tratou os deputados foi mais uma prova de desrespeito com a Assembleia Legislativa do Acre”, diz.

A visita dos deputados Wherles Rocha (PSDB) e Toinha Vieira às unidades prisionais em Rio Branco foi realizada na última quarta-feira (17), em cumprimento ao requerimento aprovado no dia 11 para que fossem checadas, in loco, as denúncias feitas pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre.

Fonte: http://www.contilnetnoticias.com.br/index.php/noticias-politicas/6203-rocha-denuncia-pessimas-condicoes-do-presidios-e-diz-que-diretor

domingo, 20 de abril de 2014

"Querem nos descredibilizar para não denunciarmos o colapso nas prisões", diz sindicalista



Eu trabalho com o produto final da segurança pública, com tudo aquilo que deu errado, diz Marques.

Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre, Adriano Marques, as constantes críticas postadas em redes sociais, o travamento das negociações com o Executivo e a não realização de uma audiência pública, cujo requerimento foi aprovado há mais de um ano, são formas usadas pelo atual governo para que os agentes penitenciários não denunciem publicamente o que ele denomina de caos no sistema penitenciário.

Tem muita coisa errada que os agentes sabem e que ninguém quer admitir. Não querem que as pessoas saibam da verdade, mas não irão nos calar”, diz.

Adriano diz que o sistema penitenciário acreano está à beira de uma colapso dada a superlotação nos presídios e a falta de estrutura de segurança e pessoal, além da falta de políticas públicas eficazes que visem reduzir a população carcerária ou, ao menos, garantir o princípio da proporcionalidade entre o número de agentes e o de presos.

À reportagem da Agência ContilNet, o sindicalista lamentou o fato de, nesta terça-feira (15), ter completado um ano da aprovação do requerimento de autoria do deputado Moisés Diniz, que propôs a realização de uma audiência pública, sem que o evento tenha sido realizado.

“Tantas audiências já foram realizadas ao longo deste ano em que essa da segurança pública foi aprovada, mas a que desejamos não foi concretizada. O governo, com manobras dentro da Assembleia Legislativa, tem impedido que a audiência pública seja realizada. Em 12 anos, nenhuma audiência sobre o assunto foi resolvida. Por que?”, questiona o sindicalista.

A respeito do fechamento do canal de negociação com o governo, Adriano diz que a categoria tem sido tratada com descaso ao expor suas necessidades.

Todos sabem que precisamos de fardamento, armamento, mais pessoal para dar conta do aumento no número de presos, entre outras coisas, mas o governo faz questão de ignorar solenemente nossas queixas. Como se, negando a ouvir-nos, o problema irá desaparecer. Tiveram a coragem de nos pedir para parar de reivindicar para que em 2015 nossas pautas começassem a ser atendidas. Interpretamos isto como piada”, declara.

Eu trabalho com o produto final da segurança pública, com tudo aquilo que deu errado, diz Marques

No dia 10 de junho de 2002, Adriano Marques ingressou no serviço de agente penitenciário, logo após ter sido desligado da função de policial temporário, cargos de emprego temporário criado no governo petista. À época, ele tinha pouco mais 20 anos e o presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC) tinha pouco mais de 700 presos. Após 12 anos, o jovem Adriano, de 34 anos, continua na função para a qual foi aprovado via concurso, com os mesmos sonhos, a mesma garra e apenas um pouco mais cansado.

O local de trabalho dele sofreu um inchaço populacional, apesar de não ter sido construído nem mais um metro quadrado. Em 2014, a média de presos no Francisco de Oliveira Conde é de mais 4.300.

Este aumento de mais 500 % na população carcerária face à manutenção do número ínfimo de agentes, é uma das principais reclamações de Adriano, que teme que possa haver uma catástrofe dentro da unidade prisional.

“É um barril de pólvora. Todo dia eu oro para que não haja mortes lá dentro. É bem complicado, porque trabalhamos com o produto final da segurança pública, com tudo aquilo que deu errado, e as pessoas não entendem que deve haver uma atenção maior sobre esta área da segurança pública”, declara.

Não somente o número de agentes é desproporcional ao de presos, segundo Adriano. Com um ofício em mãos, assinado por um dos diretores do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), onde dá ciência ao diretor da Unidade de Regime fechado número 1 que no dia 27 de março não houve condução de presos para a unidade de saúde interna por falta de agentes em número suficiente.

Adriano diz que não é de hoje que a direção conhece a real situação do sistema. “Os documentos do próprio Iapen mostram a situação absurda que é estes 12 agentes ficarem responsáveis por custodiar os 1300 presos, reclusos naquela unidade prisional”, declara.

Querem nos fazer motivo de piada

Indignado, Adriano diz que considera absurdo o descaso com que são tratados pelos representantes do poder público. Ele relembrou a história em que, supostamente, o governador Tião Viana (PT) teria recomendado que um agente penitenciário comprasse, com recursos próprios, um cadeado para uma viatura que transportava um preso.

Quer dizer que agora teremos que fazer cotinha do nosso próprio bolso para comprar produtos e equipamentos?”, questiona.

Marques afirmou à reportagem da Agência ContilNet que os diretores do Iapen formaram um grupo no WhatsApp, aplicativo de telefonia móvel para troca de mensagem, para fazerem piadinha e montagem sobre o serviço dos agentes.

"São montagens, denegrindo a categoria. Fazendo piada de mau gosto com um assunto bem sério”, declara.

Fonte: http://www.contilnetnoticias.com.br/index.php/noticias-gerais/6081-querem-nos-descredibilizar-para-que-nao-denunciemos-o-colapso-que-se-instalou-no-sistema-penitenciario-diz-adriano-marques

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A falta de higiene é tanta que deputada desmaiou ao usar banheiro em presídio", diz Rocha



Para o líder do PSDB na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Wherles Rocha, os presídios do Acre estão à beira de um colapso.

 A afirmação do deputado veio após uma visita aos presídios de Rio Branco, onde, segundo ele, constatou uma série de problemas, que vão da falta de espaço para presos até armas de agentes penitenciários sem munição. 

Wherles Rocha e Marileide Serafim (PSL) foram os dois parlamentares que estiveram nas unidades prisionais Francisco de Oliveira Conde (FOC) e Papudinha, em cumprimento ao requerimento aprovado no dia 8 deste mês pela casa legislativa, para que seja preparado um relatório técnico sobre as reiteradas denúncias feitas pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Adriano Marques. 



O que vimos lá é assustador. É tão sem condições de higiene que, ao usar um dos banheiros, a deputada Marileide chegou a desmaiar”, declara. Rocha diz que uma série de irregularidades foram constatadas e serão apontadas no relatório. 

Segundo o parlamentar, entre os problemas mais graves, está a falta de condições de segurança nas celas, onde falta até cadeado, superlotação, falta de colchões e de água. “Lá no chapão, a situação física é lamentável. Falta desde luz até colchão. As celas não oferecem condições de segurança, nem de salubridade necessária para o ser humano. Em um local projetado para 6, hoje estão mais de 25 pessoas”, declara. 

Com relação às condições de trabalho dos agentes penitenciários, Rocha afirmou que, de fato, a situação é grave, haja vista que os funcionários não têm mecanismos de segurança e nem locais salubres para descansar. 



"Os agentes não têm banheiros; não tem equipamento de segurança; não tem treinamento com arma de fogo”, declara. Outra grave denúncia que a comissão afirma que fará constar no relatório a ser entregue ao Ministério Público, pedindo providências, é o fato de ter reeducandos com penas vencidas, o que lhes dá direito a benefício, mas que continuam presos. 

“Eles já teriam que ter sido soltos e continuam naquele lugar superlotado e sem condições”, diz. 

Fonte:  http://www.contilnetnoticias.com.br/index.php/noticias-politicas/6119-presidios-nao-tem-condicoes-de-higiene-que-ao-usar-um-dos-banheiros-deputada-desmaiou-diz-rocha

terça-feira, 15 de abril de 2014

EDITAL DE CONVOCAÇÃO



A Diretoria do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Acre, no uso de suas atribuições legais, convoca todos os integrantes da categoria no dia 18 deste mês, para UM ATO PÚBLICO PACÍFICO E ORDEIRO, (Palavras de reflexão) apartidário, não tendo vinculação a nenhuma central sindical a concentração será apartir das 08h: 00min no Cemitério Morada da Paz

Soliticamos ao agepens que usem colete caracterizado do IAPEN/AC ou camiseta do uniforme. 


O SINDAP/AC reafirma a sua postura de compromisso e dedicação para com a categoria. Sabemos que somente um trabalho sério e coeso nos trará a vitória, lembrando que o sindicato em si não resolve problema e sim a nossa união, momento oportuno de lembrar: 


UNIR PARA FORTALECER 

Rio Branco – AC, 14 de abril de 2014. 

Atenciosamente, 

A DIRETORIA

REPÚDIO A INAUTÊNTICA, EMASCULADA E ARTIFICIAL FORMA DE NEGOCIAR


 
Os Mártires da luta SINDICAL se imortalizaram no seio da pátria por meio dos seus entraves com o patronato. 

Não chegaram a virar estátuas, mas é imperecível que a eternidade declarada está alicerçada na cobrança que buscavam e a memória e a inquietude foram características do esforço para construir uma pátria na tenacidade dos seus representados. 

A Interrogação que não é mágoa, mas que me deixa perplexo, enquanto sindicalista, é os motivos ora demandados pelo Governo do Estado em tentar desmistificar a imagem de um sindicalista, que pleite-a nada mais, nada menos do que o bem comum da sua categoria. O Sacrifício que não gerará imolação, mas que se caracteriza como um grande Estadista, advém de uma luta com o intuito de desfragmetar a alma de sua base que engolfa nas trevas da humilhação e da vergonha. Diante desse quadro, deverás deploravel, só nos resta, os que acreditamos na força redentora do Direito, RESISTIR e LUTAR, para que não extirpem a alma da nacionalidade e dos valores da JUSTIÇA. "FORA DA DEMOCRACIA NÃO HÁ SALVAÇÃO

Atenciosamente, 

Betho Calixto - Presidente do SINTASE

Deputado Jamyl Asfury e suas reuniões paralelas

Foto Reprodução Ac24horas


O Deputado Jamyl Asfury sempre tentar articular com um dos seus aliados (servidor penitenciário que trabalha como seu cabo eleitoral) manobras para enfraquecer nossa união, seu interesse  é apenas eleitoreiro.

Nobres colegas agepens não acreditem no conto do governo, marcando reuniões paralelas.